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#IMSdeCasa – Zanzibar refaz clássicos de Dorival Caymmi e Dolores Duran

Pedro Paulo Malta

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O conjunto Zanzibar completa sua participação no programa “IMS de Casa” com mais dois arranjos próprios para sucessos da música popular brasileira. O grupo, que estreou na série em junho, com sua versão para a toada “Assum preto” (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira), agora traz suas interpretações para “Doralice” (Dorival Caymmi e Antonio Almeida) e “A noite do meu bem” (Dolores Duran).

Assim como no primeiro vídeo (confira aqui), a seleção das músicas gravadas pelo conjunto foi feita entre as mais de 46 mil gravações disponíveis para audição aqui no site Discografia Brasileira. “Doralice”, por exemplo, foi lançada em disco em outubro de 1945 pelo conjunto vocal Anjos do Inferno (disco Victor 80-0329), mas a gravação referencial para o Zanzibar foi a de João Gilberto, que saiu em abril de 1960 (Odeon 14614), já no contexto da bossa nova. 

A escolha do samba foi uma maneira encontrada pelo Zanzibar de “celebrar esse estilo musical que ganhou o mundo”, como define Guilherme Imia, que participa da gravação também cantando a voz solo e tocando violão e guitarra. Com ele estão as vozes de André Miranda, Beatriz Coimbra, Calu Coelho (também saxofonista na gravação) e Gabriel Farah, além da percussão de Marina Chuva. O arranjo é de Calu Coelho, assim como nas outras duas gravações realizadas pelo conjunto.

Já “A noite do meu bem” foi escolhida não só como uma homenagem a Dolores Duran (“Que muito contribuiu para a visibilidade das mulheres no universo da composição”, segundo Beatriz Coimbra, na abertura do vídeo), mas também por pela atualidade no tema de sua letra: “Esse samba-canção fala de uma espera que parece nunca chegar, retratando um sentimento quase que cotidiano nesses tempos de isolamento social.”

“A noite do meu bem” foi lançada em disco em dezembro de 1958, num 78 rotações da gravadora Musidisc, em interpretação de Tony Vestani (disco M-8001), grande amigo de Dolores Duran. No entanto, só no ano seguinte a música se firmou como grande sucesso, com um total de sete relançamentos – entre eles um na voz da própria compositora (disco nº 6069, da gravadora Copacabana), lançado com uma carga extra de emoção.

O disco de Dolores saiu em dezembro de 1959, menos de dois meses após sua morte precoce, aos 29 anos, infartada na manhã do dia 24 de outubro daquele ano.

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